FIERN participa de Seminário sobre profissionais 4.0 e o futuro do trabalho

25/09/2019   22h58

 

 

A demanda por soluções tecnológicas que permitam automatizar tarefas – das simples as mais complexas – cresce com a quarta revolução industrial e faz surgir novos mercados e possibilidades. Big data, robótica e inteligência artificial já estão s presentes no cotidiano de empresas de todos os portes enquanto, por outro lado, algumas profissões deixam de existir. As novas possibilidades, rumos do mercado e dos profissionais que vão atuar nesse novo mundo do trabalho foram tratados durante o Fórum Profissional 4.0: o futuro do trabalho, realizado na noite desta quarta-feira (25), no auditório da Universidade Potiguar.

 

 

Organizado pelo jornal Tribuna do Norte, o Sebrae e a Universidade Potiguar, com patrocínio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-RN), Serviço Social da Indústria (SESI-RN), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-RN) e de entidades parceiras, o evento reuniu profissionais, estudantes e empresários.

 

 

O diretor regional do SENAI-RN, Emerson Batista Cunha, pondera que com o advento da quarta revolução industrial é necessário um trabalho de atualização para o novo mercado que se abre com a chegada das novas tecnologias no dia a dia das empresas.

 

 

“O avanço das tecnologias da revolução industrial 4.0 é um caminho sem volta. Nos países europeus, que puxam a economia mundial, já é uma realidade. A quarta revolução é uma atualização, não a extinção de profissões e requer uma adaptação para os profissionais de hoje que queiram continuar e estar no futuro. E o nosso público do SENAI, FIERN, que são profissionais e a indústria, necessitam da informação e formação para esta atualização de como lidar com o mercado de trabalho que usa recursos como IOT, o mundo cibernético, aparelhamento por sensores”, destaca Emerson Batista, que participou do evento junto com o superintendente do SESI, Juliano Martins, e a superintendente do IEL-RN, Angélica Teixeira.

 

 

Em sua palestrante “Profissional excepcional”, a escritora e consultora em marketing digital, Martha Gabriel, destacou que o profissional 4.0 deve está alinhado às engrenagens do futuro e desenvolver, desde já, as habilidades necessárias a este novo profissional, como a mentalidade digital, o pensamentos crítico, a criatividade, a simbiose tenológica, a adaptabilidade e resiliência.

 

 

Estudos mostram que 80% dos profissionais não possuem as habilidades necessárias para realizar a transformação digital nas empresa. “Os 20% que dominam essas habilidades são contratados a peso de ouro. Há mercado, o que precisa é fazer essa atualização das tecnologias e habilidades”, disse.

 

 

E foi enfática ao afirmar que não se tratar de substituição de pessoas por robôs, mas de transformação das atividades. “Robôs não substituem humanos, substituem atividades. As profissões não vão acabar, vão mudar”, disse Martha, que é autora de seis livros, inclusive o best seller “Marketing na Era Digital”, além do finalista do Prêmio Jabuti de 2014, “Educ@r: a (r)evolução digital na educação”.

 

 

Além dela, o Fórum teve palestras de Luana Wandecy, engenheira de computação, CEO e cofundadora da Blindog, empresa que está no ranking das 30 empresas mais inovadoras do país na área da saúde, de acordo com o Brazilian Pharma e Health. Ela apresentou o processo de desenvolvimento e produção da coleira para cachorros cegos, a partir da criação da sua startup e falou da experiência no projeto Shark Tank.

 

 

O potiguar George Daniel, idealizador do Signos Nordestinos, um dos principais perfis de humor e cultura sobre o Nordeste do País, com mais de 2 milhões de seguidores nas redes sociais, apresentou de forma muito bem humorada mecanismos para empreender no meio digital, por meio de plataformas e redes sociais, inclusive apresentando formas de capitalizar o negócio, por meio da vendas e parcerias com grandes empresas, como a São Braz.

 

 

A estudante de publicidade Maria Rita, criadora do projeto Trilha Criativa, que propõe transformar o empreendedorismo para crianças em práticas de games, em escolas do Rio Grande do Norte, destacou a necessidade de trabalhar o empreendedorismo desde a infância, para desenvolver as habilidades do profissional do futuro. “Estamos todo o tempo imerso no ambiente tecnológico e ao meso tempo que precisamos conhece-las, também é preciso exercitar as habilidades sociais, a interação e as relações interpessoal. O trilha criativa nasceu com o propósito de criar uma cultura de confiança criativa”, destacou.

 

 

Por Sara Vasconcelos, Unicom/FIERN